domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu acredito em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fada do Dente e em jornalismo isento, imparcial e objetivo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Manifesto - Porque o Ociólogo é o Flâneur do Século XXI

Ociólogos do (in)mundo uni-vos!

Em defesa da masturbação acadêmica, pois é tudo o que nos resta;

A favor da criação de um hipermercado de teorias sociais;

Em prol da implementação de mais piadas para nossa categoria;

Em proveito da escolha de Malinowski, Calígula e Tacos como os nossos padroeiros;

Em defesa da criação de bares que contemplem todo o corpo, e não apenas o Bigode e o Cavanhaque;

Pela aquisição de esteiras, redes e afins, ao invés de bancas durissímas;

Em prol da emancipação docente, tal qual nos brindou a cadeira de Antropologia;

Por fim, para decretar o fim do negócio (leia-se: negação do ócio):
NEGÓCIO É O CARALHO!

Escrito por Renato Ribalta.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As minhas críticas são repetitivas, porque vossos erros são repetitivos. E só.

Querela Amorosa Pós-pelada

Acabou a pelada (pelada aqui entendida como o velho hábito, que os homens têm, de jogar futebol com seus congêneres, que fique bem claro). O sujeito, que fez uma apresentação digna de Creedence Clearwater, um dos piores futebolistas que já vestiram a camisa do glorioso Santinha ao longo de sua história, deixa o certame com a pose de um Ronaldinho Gaúcho nos tempos áureos do Barcelona. O boleiro sai com a gargante seca, ardendo em sede, capaz de beber um rio São Francisco de águas caudalosas para se saciar. Mas, se na saída ele tem como opções o tal rio de águas vultuosas (e deliciosas!), um suco de frutas bem doce, uma coca-cola ou uma cerveja gelada, daquelas bem geladas mesmo, ele, sem medo de errar, escolhe a cerveja. Depois, o ilustre atleta pode se lambusar em copos e mais copos d'água, mas escolhe primeiro a cerveja.

Novidade, é verdade, eu não disse nenhuma. O que surpreende, apenas, é o espanto da companheira de Silva, companheiro de peladas às segundas-feiras e exercedor do ofício de garçom nos demais dias da semana, ao ver a tal cena. O coitado, que pena, mal tinha bebericado o primeiro copo do precioso líquido, quando sua amada desponta no recinto, e, histérica, grita: "Já estás enchendo a cara, cabra safado?!". Cena triste, amigo, agradeça às suas divindades por não tê-la visto.

A gazela, com o dedo em riste, dizia-lhe os maiores desaforos; o mancebo, não deixava por menos: retrucava com a mesma profundidade as insolências da amada. A esta altura, todos ao redor, já formavam plateia para a briga inusitada. Ela cuspia perdigotos de ira, ele, de cevada. Ela perguntava ao norte, ele respondia ao sul. E, sabe-se lá como, os pombinhos se entendiam - ou desentediam, dado que estamos tratando da famosa dê-erre, D.R., ou mais extesamente, discussão de relacionamento, como queira.

As moças talvez não entendam o quão sagrado é ato de jogar futebol para um rapaz. Se ela apenas estivesse chateada, vá lá; mas não: tinha de ir ao encontro de seu 'hômi ' para dispara-lhe mal-dizeres às fuças. Coisa feia, moça, coisa feia. Esse tipo de coisa se faz em casa, entre quatro paredes, de preferência dentro de vossa alcova, onde o desfecho sempre fica mais perto de um final feliz. Aqui, mais uma vez, nenhuma novidade, é a velha sabedoria popular: roupa suja se lava em casa.

A discussão se estendeu tanto que o casal foi desenterrar chifres de não sei qual era geológica, coisa tão longíqua que nem mesmo um dos amigos mais íntimos do cabra lembrava. E acabou, por fim, tornando-se enfadonha e os espectadores, paulatinamente, se dispersaram. Menos eu que ficava por ali, sorrateiro, prestando atenção às mínimas moviemtações.

E foi numa dessas bisbilhotadas minuciosas que eu percebi Seu Mauro, o dono do estabelecimento etílico onde o nosso amigo trabalha, fazendo sinceros movimentos com a cabeça, em sinal de desaprovação ao que estava acontecendo. Foi quando eu cheguei mais perto, e ele, depois de suspirar, pergunta exclamativamente para si mesmo:

- Como é que eu fui botar uma trepeça dessas pra trabalhar comigo?

Aí não, moça!, ameaçar o ganha-pão do nosso rapaz já é demais! Se ele for demitido, quem há de nos servir e fazer as vezes de analista na alegria e na tristeza, na tristeza das nossas querelas amorosas?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quase uma crônica para um ano que está quase começando

Todo mundo sabe que é assim, reveillón mesmo, no Brasil, só depois do carnaval. Não adianta acender vela, fazer reza a santo, prometer promoção ou aumento de salário: nada disso surte efeito no brasileiro. No hiato entre a virada de ano e a festa momesca, fica todo mundo ali, devagarinho, na maciota, levando a sério aquela velha Filosofia da qual nos fala o Ascenso Ferreira.
Em Recife, dios mío!, a situação é ainda mais aguda. Não há nada que vá para frente com força e com vontade, nem mesmo a felicidade, meu caro Ivan Lins. As repartições públicas, com metade do pessoal de férias, levam décadas para carimbar um papel, se você precisar visitar alguma nesse período, pode se preparar para o já conhecido 'chá-de-cadeira'; o Campeonato Pernambucano começou, mas ainda não pegou fogo daquele jeito; a manifestação dos camelôs morre onde começa; a dos estudantes contra o aumento das passagens, não engrena; o protesto da sociedade civil, em relação ao aumento dos salários dos parlamentares, vixe!, esse ninguém viu.
O futebol com os amigos ainda não vingou: a famosa 'primeira pelada do ano' tem cara de ressaca. A moça que trabalha passando o jogo do bicho na Rua D. Carlos de Lima Cavalcanti, proximo à Av. Cde. Bos Vista, faz charme: "Não vou dar pro Seu Carlos agora não, o ano nem começou direito, ouxi!". Legitíssima, minha querida, sua indisposição. Até o pedinte que eu encontro na estação de metrô do Barro admite a vagarosidade, fui trabalhar esses dias não, diz ele, se todo mundo tem o direito à folga eu também tenho. Justa sua reivindicação, meu caro, muito justa, eu concordo.
A impressão que se tem, é que a cidade parece estar se espreguiçando depois de uma bela noite de sono. O único local onde se percebe uma grande movimentação é em Olinda, aos domingos, em suas inigualáveis prévias. Ali, a excitação é completa. Parece um vulcão que passou tempos adormecidos e agora prepara-se para o seu grande espetáculo.
E eu, aqui, espero ansiosamente esse momento de erupção, vulgamente chamado Carnaval, que esse ano só acontece no longíquo início de março. Uma pena.
Mas se a espera é longa, o encontro há de nos recompensar.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Explicações preliminares sobre a reabertura deste blogue

O domínio ociologosmexidos.com foi criado em fins do ano de 2008, pelos alunos de licenciatura em Ciências Sociais ingressados na UFPE nesse mesmo ano, com o intuito de reunir as lorotas extra sala de aula desses distintos estudantes e, de quebra, algumas informações acadêmicas úteis a todos.

Acontece que o tempo passou, o blog foi, aos poucos, sendo deixado de lado e, se eu disser que sei o motivo, estou mentindo. Ficou por ali, tristonho, andando nas penumbras do ciberespaço. Ninguém se lembrava dele, ninguém tocava no seu nome. Até que este que ora vos fala e Renato, um dos mais brilhantes ociólogos que a UFPE já viu surgir, tivemos a idéia de reativá-lo.

A iniciativa surgiu da necessidade de se ter um mar internético, um espaço aconchegante, onde os dois rapazes supracitados pudem-se desaguar suas mal traçadas linhas. Isto vinha sendo feito em alguns blogs parceiros etílicos-literários, como o foihj.blogspot.com, o manifestoidiotes.blogspot.com ou até mesmo o semcadernos.wordpress.com.

O que, admita-se, era uma pena. Dado que Castanha e Pássaro Bege vem mandando muito bem nas suas crônicas e causos no 'foihj'; Frank, por sua vez, vem fazendo estupendas manifestações no 'Manifesto Idiótes'; e Renan estava... Bem, Renan ainda não ocupou seu espaço de maneira devida, o que não tira o caráter usurpante que minha pessoa e a de Renato faziam no 'Sem Cadernos'.

Pois bem, agora é oficial: o blog está (re)aberto. Postaremos aqui nossas crônicas e contos. E ai daquele que se puser a reclamar: veio até que porque quis. Digo-vos, desde já, que não apagaremos os posts de outrora para preservar a memória virtual dos Ociólogos Mexidos e que aceitamos, de muito bom grado, um layout bem bacana, para por nesse blog bem bacana.

É só. Aguardem as próximas postagens.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Horário CS 2009.1


 

Ciências Sociais – Licenciatura – 2009.1

 2º Período

  

SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

18:50

às

20:30

CS526                  SL

Sociedade Brasileira Contemporânea

Valéria Torres

FL010                   SL Introdução à Filosofia

Luiz Vieira

CS014                  SL

Metodologia Cientifica

Remo Mutzenberg

**

SF451              5N

Fundamentos da Educação

HI493                   SL

História das Sociedades Contemporânea

José Luciano Cerqueira

20:30

às

22:10

CS014                  SL

Metodologia Cientifica

Remo Mutzenberg

**

SF451               5N

Fundamentos da Educação

HI493                   SL

História das Sociedades Contemporâneas

José Luciano Cerqueira

CS526                  SL

Sociedade Brasileira Contemporânea

Valéria Torres

FL010                   SL Introdução à Filosofia

Luiz Vieira

OBS:

** A DISCIPLINA  SF451 FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO SUBSTITUI  A DISCIPLINA SF200 INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO NO SIG@